
A Corrida dos Galgos voltou a provar porque é uma das provas mais desafiantes do calendário local. Organizada pelo grupo “Os Galgos”, esta corrida junta vários ingredientes que a tornam especial: um percurso duro, cheio de sobe e desce, muita competitividade e uma distância pouco convencional de 7,8 km.
O António Amaro alinhou à partida numa fase ainda de regresso à rotina de treinos depois da Maratona de Sevilha. Sem grandes sessões de intensidade nas pernas e sem saber exatamente como o corpo iria responder, decidiu fazer algo diferente: tapou o visor do relógio com fita adesiva.
A ideia era simples — correr apenas pelas sensações. Sem olhar para ritmos, sem criar limites mentais antes da prova começar e sem ficar preso a expectativas. Apenas deixar o corpo e a mente trabalharem em conjunto e perceber até onde o poderiam levar naquele dia.

E foi precisamente isso que tornou esta experiência tão especial.
Entre subidas exigentes, mudanças de ritmo constantes e um ambiente competitivo, acabou por ser uma prova extremamente desafiante, mas também muito divertida. Quando se corre sem a pressão dos números e sem saber exatamente o que esperar, existe uma liberdade diferente. Um desapego que, muitas vezes, nos leva mais longe do que imaginamos.
Mais do que o resultado final, ficou a satisfação de um esforço genuíno e intenso, daqueles que nos deixam orgulhosos no final da meta.
Porque, no fundo, esta corrida deixou uma mensagem simples, mas poderosa: somos quase sempre capazes de mais do que aquilo que pensamos. Quando corpo e mente trabalham juntos, conseguem levar-nos a lugares incríveis ❤️