
Nem todos os dias temos vontade de correr. E está tudo bem.
Depois de um dia de trabalho, especialmente quando a cabeça está cheia e o corpo cansado, sair para correr pode ser a última coisa que nos apetece fazer.
Há dias em que pensamos na distância, no treino que estava planeado ou na próxima meta. Mas também existem dias em que não precisamos de cumprir nada disso.
Para Catarina Ribeiro, que está a preparar-se para a Maratona de Sydney, na Austrália, o movimento também pode ter um significado muito mais simples.
Pode ser apenas calçar os ténis e sair.
Quando pensamos em corrida, é fácil associá-la a objetivos: preparar uma maratona, melhorar um tempo, fazer um novo recorde pessoal ou cumprir o treino que estava planeado.
Mas movimento não tem de significar performance.
Por vezes, depois de um dia exigente de trabalho, o maior desafio é simplesmente começar.
Não é preciso correr durante uma hora. Não é preciso fazer o treino perfeito. Nem sequer é preciso correr particularmente bem.
Às vezes, 15 minutos são suficientes.
Quinze minutos para sair de casa, respirar ar fresco, mexer o corpo e deixar para trás, por algum tempo, tudo aquilo que ocupou a nossa cabeça durante o dia.
Existe uma razão pela qual tantas vezes nos sentimos diferentes depois de correr, mesmo quando começámos sem vontade.
O movimento pode mudar a nossa energia e a nossa disposição. Pode ajudar-nos a desligar do trabalho, a organizar pensamentos e a criar aquele espaço mental que não conseguimos encontrar quando passamos o dia sentados diante de um computador.
E talvez essa seja uma das melhores coisas que podemos fazer por nós próprios depois de um dia difícil.
Não para sermos mais rápidos.
Não para sermos melhores.
Só para nos sentirmos melhor.
Catarina está a preparar-se para a Maratona de Sydney, mas preparar uma maratona não significa que todos os treinos tenham de ser extraordinários.
Existem treinos longos, sessões exigentes e momentos em que sabemos exactamente o que queremos alcançar.
Mas também existem dias em que o corpo está cansado, o trabalho foi intenso e a motivação simplesmente não aparece.
Esses dias também fazem parte do caminho.
Saber adaptar as expectativas e perceber que fazer menos continua a ser fazer alguma coisa é uma forma de consistência.
Porque, muitas vezes, o que importa não é a qualidade daquele treino isolado.
É manter a ligação com o movimento.


Esperar pela motivação pode ser uma armadilha.
Há dias em que ela aparece antes de sairmos de casa. Noutros, só aparece depois dos primeiros passos. E, por vezes, nem aparece — e mesmo assim regressamos a casa a sentir que valeu a pena.
Calçar os ténis pode ser o primeiro passo.
Depois, é só sair.
Talvez corras 15 minutos. Talvez acabes por fazer 5 quilómetros. Talvez percebas que hoje precisavas mesmo era de caminhar.
Não importa.
O importante é teres feito alguma coisa por ti.
É esta relação entre corpo e mente que está no centro da filosofia Sound Mind, Sound Body da ASICS.
Porque cuidar do corpo não significa apenas treinar para uma prova. E cuidar da mente não significa apenas parar.
Às vezes, cuidar dos dois pode ser tão simples como sair para correr quando o dia terminou e dar a nós próprios alguns minutos de espaço.
Como Catarina nos lembra, às vezes, o objectivo é simplesmente mexer o corpo.
E talvez isso seja suficiente.
Nem sempre precisamos de correr para chegar mais longe.
Às vezes, corremos apenas para voltar a sentir-nos nós próprios.